sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O Rei de Quase Tudo

“O Rei de quase tudo tinha quase tudo. Tinha terras, exércitos e tinha muito ouro. Mas, o Rei não estava satisfeito com o quase tudo.
Ele queria tudo. Queria todas as terras. Queria todos os exércitos do mundo. E queria todo o ouro que ainda houvesse.
Assim, mandou os seus soldados à procura de tudo. E mais terras foram conquistadas. Outros exércitos foram dominados. Nos seus cofres já não cabia tanto ouro. Mas o Rei ainda não tinha tudo. Continuava o Rei de quase  tudo.
Por isso ele quis mais. Quis as flores, frutos e os pássaros.  Quis as estrelas e quis o sol. Flores e frutos e pássaros lhe foram trazidos. Estrelas foram aprisionados e o sol perdeu a liberdade.
Mas o rei ainda não tinha tudo. Porque tendo as flores, não lhes podia prender a beleza e o perfume. Tendo os pássaros, não lhes podia prender o cantar. Tendo as estrelas, não lhes podia prender o brilho. E tendo o sol, não lhe podia prender a luz.
O Rei era ainda o Rei de quase tudo.
E ficou triste.
Na sua tristeza saiu a caminhar pelos seus reinos. Mas os reinos eram agora muito feios. As flores e os frutos tinham estrelas e o dia não tinha sol.
E triste como ele eram os seus súditos. Então o Rei de quase tudo não quis mais nada.
Mandou que devolvessem as flores aos campos e que  entregassem as terras conquistadas.
Mandou que plantassem árvores para que dessem frutos e que soltassem os pássaros.
Mandou que distribuíssem as estrelas pelo céu e que libertassem o sol.
O Rei ficou feliz...
Na sua imensa alegria sentiu a P A Z . E sentindo a paz, o Rei viu que não era mais o rei de quase tudo. Ele agora tinha tudo”.


Autoria Desconhecida

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O que foi que o mendigo disse?

“Ao seu lado, sentou-se um homem que, pelo seu aspecto, pareceu-lhe um mendigo.
Quase se levantou para seguir o seu caminho, mas o sorriso do homem o reteve.
Aos poucos, se estabeleceu um diálogo e uma animada conversa que se estendeu por horas.
Finalmente, o marido se levantou do banco, deixando dinheiro na mão do mendigo.
Sua postura já estava diferente.
Agora, com passo enérgico, voltou para casa, tomou banho, fez a barba e se vestiu com todo cuidado.
Saiu sem dar explicações e sua mulher, que já não o amava, se mostrou levemente curiosa com a sua nova atitude.
Voltou à noite, bem tarde.
No dia seguinte, cumprimentou gentilmente sua mulher e foi trabalhar.
Na volta, vestiu um short, calçou tênis e fez uma longa caminhada noturna.
Dormiu com excelente disposição.
O dia seguinte foi igual, talvez melhor.
Sua mulher, que não o amava, e seus filhos se surpreenderam. Parecia ter perdido a tristeza.
Ganhara uma força e uma elegância que a família nunca antes tinha notado.
Continuou a ser gentil com a mulher mas nunca mais lhe pediu desculpas ou explicações, nem exigiu que fizesse amor com ele.
Passaram-se semanas.
A atitude do marido continuava firme e a disposição otimista instalou-se de vez.
A mulher sentia-se cada vez mais intrigada com a mudança miraculosa do marido e teve mais simpatia por suas novas atitudes, sábias e moderadas.
Embora ela persistisse em não amá-lo, ele melhorava seu desempenho como pessoa e como pai.
Agora, os amigos o procuravam.
Era evidente que tinha se transformado num homem sábio.
Quanto a mim, sou um sujeito profundamente curioso, talvez por ser escritor e fui à mesma praça onde estivera o marido a fim de procurar o mendigo.
Pude reconhecê-lo imediatamente.
Sem vacilar, sentei-me a seu lado.
Apresentei-me e perguntei o que ele tinha dito para o marido.
Sorrindo, o mendigo me respondeu:
“Ah, lembro... Não dei grande conselho.
Disse-lhe apenas que, com minha experiência de mendigo, aprendi que nunca se deve pedir dinheiro e, pelas mesmas razões, jamais se deve suplicar amor.
Essas são duas coisas que sempre nos negam quando as pedimos”.
E sorrindo, acrescentou:
‘O dinheiro, a gente ganha; o amor se conquista’.
Não me pediu nada.
Mesmo assim, agradecido, dei-lhe R$ 100,00.”

Alberto Goldin


sábado, 12 de julho de 2014

O QUE É O AMOR?

“Já falou-se tanto em amor, amizade e paixão...
Que tal falarmos do que NÃO é amor ?
Se você precisa de alguém para ser feliz, isso não é amor.
É carência.
Se você tem ciúme, insegurança e faz qualquer coisa para conservar alguém ao seu lado, mesmo sabendo que não é amado, e ainda diz que confia nessa pessoa, mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais, isso não é amor.
É falta de amor próprio.
Se você acredita que "ruim com ela(e), pior sem ela(e)", e sua vida fica vazia sem essa pessoa; não consegue se imaginar sozinho e mantém um relacionamento que já acabou só porque não tem vida própria - existe em função do outro - isso não é amor.
É dependência.
Se você acha que o ser amado lhe pertence; sente-se dono(a) e senhor(a) de sua vida e de seu corpo; não lhe dá o direito de se expressar, de ter escolhas, só para afirmar seu domínio, isso não é amor.
É egoísmo.
Se você não sente desejo; não se realiza sexualmente; prefere nem ter relações sexuais com essa pessoa, porém sente algum prazer em estar ao lado dela, isso não é amor.
É amizade.
Se vocês discutem por qualquer motivo; morrem de ciúmes um do outro e brigam por qualquer coisa; nem sempre fazem os mesmos planos; discordam em diversas situações; não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares, mas sexualmente combinam perfeitamente, isso não é amor.
É desejo.
Se seu coração palpita mais forte; o suor torna-se intenso; sua temperatura sobe e desce vertiginosamente, apenas em pensar na outra pessoa, isso não é amor.
É paixão.
Agora, sabendo o que não é amor, fica mais fácil analisar, verificar o que está acontecendo e procurar resolver a situação.

Ou se programar para atrair alguém por quem sinta carinho e desejo; que sinta o mesmo por você, para que possam construir um relacionamento equilibrado no qual haja, aí sim, este é o verdadeiro e eterno AMOR.”

sábado, 28 de junho de 2014

O mal existe?

“Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
- Um estudante respondeu corajosamente: "Sim, fez!"
- Deus fez tudo, mesmo?
- Sim, professor - respondeu o jovem.
O professor replicou:
-  Se  Deus  fez  todas  as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal   existe, e  considerando-se que  nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O  estudante  calou-se  diante  de  tal  resposta  e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
-  Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas  que  pergunta  é  essa?  Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
- Na  verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos  frio,  na realidade é ausência de calor.
Todo corpo ou objeto pode  ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia.
O  zero  absoluto  é  a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam  inertes, incapazes  de  reagir, mas o frio não existe.
Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
- E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu:
-  Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz.
Podemos estudar a luz, mas a escuridão não.
O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com  seus diferentes comprimentos de onda.
A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.
Como  se  faz  para  determinar  quão  escuro  está um determinado no local do espaço?
Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo?
Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
Claro  que  existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante respondeu:
- O  mal  não  existe,  professor,  ou ao menos não existe por si só.
O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal.
Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor.
O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações.
É  como  o  frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."


(Albert Einstein)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O Grande joalheiro

“Há muito tempo, numa cidade qualquer do interior, um jovem que vivia desanimado dirigiu-se ao seu professor:
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não tenho forças para fazer nada. Me dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota.
Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse-lhe:
- Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudar. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa, falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa lhe ajudar.
- Claro, professor - gaguejou o jovem, logo se sentindo outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor.
O professor tirou um anel que usava no dedo mínimo deu ao garoto, dizendo:
- Pegue o cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vai e volta com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.
Quando o jovem mencionava a moeda de ouro, alguns riam, outros saiam, sem ao menos olhar para ele. Só um velhinho foi amável, a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a joia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e, assim, receber ajuda e conselhos.
Já na escola, diante de seu mestre, disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse, meu jovem... - o professor disse, sorridente
- Devemos saber primeiro o valor do anel. Pegue novamente o cavalo e vá até o joalheiro. Quem poderia ser melhor para saber o valor exato do anel?
Diga-lhe que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dá. Mas não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda... Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado à escola para contar o que ocorreu.
Depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, o professor disse:
- Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer um podia descobrir seu verdadeiro valor?
E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo. Todos somos como esta joia.
Valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida, pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Porém ninguém, além do Grande Joalheiro, sabe o nosso valor!”


(autor desconhecido)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O custo da Gratidão

“Qual será o melhor método para se ensinar a virtude da gratidão aos filhos?
Haverá uma fórmula especial que dê resultado garantido?
Por vezes, o mais acertado provém de uma tomada de atitude, que determina um período de reflexão.
Mais ou menos como aconteceu com aquele garoto aos seus 13 anos.
Ele e o pai costumavam passear juntos aos sábados. Nada espetacular.
Simplesmente uma ida ao parque, ou à marina para olhar os barcos.
Por vezes, uma visita em lojas de bugigangas, só para comprar aparelhos eletrônicos baratos, para desmontá-los ao chegar em casa e verificar seu sistema de funcionamento.
Algumas vezes havia uma parada na sorveteria. Randal nunca sabia se o pai iria ou não parar na sorveteria. 
Por isso, esperava ansioso, na volta para casa, que o pai enveredasse por aquela esquina decisiva. 
A esquina que significava animação e água na boca.
O pai do garoto, por vezes, tomava o caminho mais longo. Dizia que era para mudar um pouco o trajeto. 
Em verdade, parecia um jogo, onde ele ficava testando o autocontrole do filho.
Quando chegava na esquina, ele oferecia:
Quer um sorvete de casquinha?
O garoto pedia sorvete de chocolate, e o pai, de creme. 
Andavam devagar até o carro e ficavam saboreando o sorvete. 
Para o garoto, aquilo era o paraíso.
Certo dia, em que rumando para casa, passavam pela esquina, o pai perguntou: e aí, quer um sorvete de casquinha hoje? 
Boa pedida! Disse Randal.
Também acho, concordou o pai. Não quer pagar hoje?
O sorvete custava então vinte centavos. A cabeça de Randal começou a girar.
Ele podia pagar. Ganhava uma mesada semanal de vinte e cinco centavos, mais uns trocados por serviços eventuais.
Mas ele queria economizar. Economizar era importante. 
E, por se tratar do seu dinheiro, Randal achou que sorvete não era um bom investimento.
E aí ele disse as palavras mais feias que podia ter dito naquele momento: bom, nesse caso, acho que vou desistir.
A resposta do pai foi lacônica. 
Concordou e começou a andar em direção ao carro estacionado. Assim que fizeram a curva a caminho de casa, o garoto percebeu o quanto estava errado.
Como ele pudera ser tão mesquinho? 
Seu pai já perdera a conta de quantos sorvetes lhe pagara e ele nunca comprara nenhum para ele. 
Como ele pudera perder aquela oportunidade rara de dar alguma coisa àquele pai tão generoso?
Pediu ao pai que voltasse. Em vão. Randal ficou se sentindo péssimo por seu egoísmo, sua ingratidão. Foram para casa. 
Aquela semana foi terrível, longa, angustiante. O pai não agiu como se estivesse  desapontado ou desiludido. Contudo, o garoto pensava e pensava.

No final de semana seguinte, quando fizeram o novo passeio, ele fez questão de conduzir o pai até à sorveteria e lhe oferecer, sorrindo: pai, quer um sorvete de casquinha hoje? Eu pago!
Naqueles dias, Randal aprendeu que a generosidade tem mão dupla; que a gratidão algumas vezes custa um pouco mais do que um simples "obrigado". 
No seu caso específico, lhe custou vinte centavos. E lhe valeu uma lição para a vida.
No processo da educação, quase sempre um gesto tem efeito mais poderoso do que muitas palavras.
A sabedoria está, para o educador, em saber usar as palavras certas, nos momentos adequados e a utilizar a eloquência do silêncio, nas horas precisas.”

(A.D.)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O BOSQUE

“Tempos atrás, tive um vizinho, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa.
Algumas vezes eu observava de minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores todos os dias.
Entretanto, o que mais me chamava a atenção era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.
Notei depois de um tempo que suas árvores estavam demorando muito para crescer.
Certo dia, decidi me aproximar dele e lhe perguntei se não tinha receio de que suas árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava.
Foi então que, com um ar orgulhoso, me descreveu sua fantástica teoria. Disse-me que se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam à superfície e estariam sempre esperando pela água mais fácil vinda de cima.
Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, porque suas raízes tenderiam a aprofundar no solo, em busca da água e das variadas fontes de nutrientes encontradas nas profundezas do solo.
Essa foi a conversa que tive com aquele meu vizinho. Depois disso, fui viver em outro país, e nunca mais tornei a vê-lo...
Vários anos mais tarde, ao retornar do exterior, fui rever minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque onde antes não havia.
Meu antigo vizinho havia realizado seu sonho!
O curioso era que, naquele dia, havia um vento muito forte e gelado, e todas as árvores das alamedas estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno.
Entretanto, ao aproximar-me do quintal daquele que havia sido meu vizinho, notei como suas árvores estavam firmes, praticamente não se mexiam, resistindo implacavelmente àquela ventania.
... Efeito curioso pensei...
As adversidades por que passaram aquelas árvores, tendo sido privadas da água fácil, pareciam tê-las beneficiado, como se houvessem recebido o melhor dos tratamentos.
Todas as noites, antes de ir-me dormir dou sempre uma olhada em meus filhos, me inclino sobre suas camas e observo como têm crescido.
Frequentemente oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam facilitadas: “Deus meu, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões deste mundo”.
Tenho pensado que é hora de substituir meus pensamentos.
Esta mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes alcancem meus filhos.
Sei que eles encontrarão inúmeros problemas, e agora me dou conta que minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido demasiado ingênuas...
...Pois sempre haverá uma tempestade ocorrendo em algum lugar...
E o farei porque, queiramos ou não, a vida não é muito fácil.
Ao contrário do que pedia em minhas orações, agora pedirei que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam extrair energia das melhores fontes - das mais divinas - que se encontram nos lugares mais remotos.
Oramos demasiado para não termos dificuldades, mas seria necessário apenas pedir para desenvolvermos raízes fortes e profundas, de tal maneira que, quando as tempestades cheguem e os ventos gelados soprem, resistamos com valor e não sejamos dominados. Que Deus te de raízes profundas!”


(autoria desconhecida)